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NO ANO CRÍTICO PARA A NATUREZA ANP|WWF APRESENTA DESAFIOS AMBIENTAIS

Dois dias após a publicação do relatório da WWF Global Futures Report, que coloca Portugal como uma das 10 economias mundiais que mais irá perder com os impactos económicos globais que advêm da perda de natureza,  a ANP|WWF apresenta hoje a sua visão sobre quais serão os grandes desafios ambientais que irão pautar o ano de 2020  a nível global e em Portugal e a sua avaliação de algumas das principais opções realizadas em 2019.
 
A direção futura de três grandes mecanismos políticos da ONU será decidida em 2020: o acordo internacional sobre mudanças climáticas, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e a Convenção sobre Diversidade Biológica. Estes momentos constituem oportunidade para garantir um compromisso internacional de parar e reverter a perda da natureza – um novo acordo para a natureza e as pessoas que reconheça o elo fundamental entre natureza, clima e pessoas.
 
A marcar o panorama ambiental nacional em 2020, a ANP|WWF destaca ainda os temas do Aeroporto do Montijo, da prospeção de lítio, a revisão da PAC, a revisão dos Planos Nacionais de Energia e Clima, e de Gestão Integrada de Fogos Rurais, bem como a preparação da Presidência portuguesa do Conselho Europeu em 2021.
 
Para Ângela Morgado “2020 é um ano crítico para a natureza. Este ano, serão tomadas decisões políticas importantes sobre ações climáticas, desenvolvimento sustentável e natureza. Essas decisões afetarão a saúde de nosso planeta e nosso próprio futuro nas próximas décadas. Por isso, é urgente pensar nos grandes desafios ambientais de Portugal para 2020, que devem contribuir para inverter a tendência de degradação da natureza e combater as alterações climáticas, degradação essa que afetará a nossa economia e as pessoas”.
 
Catarina Grilo, diretora de conservação da ANP|WWF afirma que “em 2020 devemos garantir um compromisso internacional para reverter a perda da natureza – um novo acordo para a natureza e as pessoas que reconheça o elo fundamental entre natureza, clima e pessoas. Portugal deve comprometer-se com este desígnio de restaurar a biodiversidade para beneficio dos portugueses.”
 
Do balanço que a ANP|WWF faz de 2019, destacam-se pela positiva o sinal claro dado pelo XXII Governo constitucional ao eleger como uma das suas prioridades o combate às alterações climáticas. Aponta a necessidade de ver como este sinal se traduzirá em políticas concretas ao longo da legislatura e o facto de ter ficado em segundo plano a degradação da Natureza e a identificação das medidas concretas para a reverter.
 
Pela negativa, destacaram-se o início das dragagens do Sado, a temática do Lítio, o enfraquecimento do ICNF e a falha de mais uma meta na Política Comum de Pescas. 
 
O documento de Balanço e Tendências completo pode ser visto aqui. 
 
Nota para os Editores:
 
Estima-se que os serviços fornecidos pela natureza valham $125 biliões por ano – o dobro do PIB mundial. Em todo o mundo, 2 mil milhões de pessoas dependem diretamente da terra e da costa para subsistência. As soluções climáticas naturais fornecem empregos e melhoram os meios de subsistência locais: somente nos EUA, empregam mais de 120.000 pessoas, o que é mais do que a produção de ferro e aço (dados da The Nature Conservancy

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